quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Turismo de raízes I

Postado por Alexandre Panosso Netto

Turismo de raízes é aquele feito com o objetivo de encontrar as origens familiares, visitar o lugar dos antepassados, conhecer a cultura de nossos pais, avós, bisavós. É um segmento de turismo que está interligado com o tema cultural da própria família.
É interessante quando estudamos um tema, um segmento turístico, e ainda mais quando fazemos esse tipo de turismo.
Isso se passou comigo na última semana.
Leonora Dal Canton (1917-2006) e Alexandre Panosso (1915-1979), meus avós paternos.

Tenho origens na cidade de Frederico Westphalen, Rio Grande do Sul, e sou descendentes de italianos, da região de Vicenza, mais especificamente da cidadezinha de Treschè Conca.
Pelos estudos feitos até agora, são dois grandes grupos no Brasil com o sobrenome Panosso ou Panozzo, ambos com a mesma origem.
1. Um grupo do estado de São Paulo, cujo patriarca veio da Itália em 1889 e se chamava Giovanni Panosso.
2. Outro grupo do Rio Grande do Sul, do qual o patriarca era Davide Panozzo, vindo da Itália em 1891.

Há vários anos meus tios e alguns primos planejavam um encontro da família Panosso (ou Panozzo) no Rio Grande do Sul. Esse encontro foi realizado no último dia 23 de janeiro.
Leonide Panosso, o "Nide", grande idealizador do evento de "raízes". Meu padrinho.

Bela Catedral de Frederico Westphalen. Em sua frente nossa família reunida.

O encontro reuniu gente que há muito tempo não se via.

Foi um evento familiar, alegre, festivo, com direito a um dia de comemorações, iniciado com uma missa na Catedral de Frederico Westphalen e depois um almoço com churrasco, risoto, cuca (uma delícia - espécie de pão doce do sul do Brasil), saladas, galetos, etc, etc, etc.
Italianos são muito católicos, então tudo se iniciou com a missa. 
Coral dos Panosso.

Após o almoço foram feitas as homenagens aos mais "experientes" membros da família e tribuna para discursos diversos.
Um churrasco, pois estávamos no Rio Grande do Sul, tchê!


Meninas da cozinha. A primeira da esquerda é minha tia Diva Piovesan Panosso.

Uma geral do momento do almoço festivo.

Outra visão do almoço.
Todo mundo sentadinho comendo, bem comportadinhos. Vista parcial.

A festa contou com a presença de meus parentes de Caxias do Sul, Florianópolis, Primavera do Leste, Curitiba, Balneário Camboriú, Maceió, Rio de Janeiro, São Paulo, Londrina, Palmitos, entre outras cidades.
Grupo de parentes antes do almoço: todos "Panosso" ou "Panozzo".

Na missa, no momento da homilia, tive o privilégio de fazer a apresentação do histórico da família baseado no livro "Treschè Conca -  town of imigrants" de meu primo Virgílio Panozzo e nos materiais coletados ao longo do tempo pelo primo Oscar Panozzo, de Caxias do Sul. Este último é o maior conhecedor de "causos" e história da família no Brasil - sem contar as dezenas de fotos históricas que ele tem.
Casa de meus pais logo após se casarem e local onde vivi os melhores dias de minha infância. As árvores ao fundo são nogueiras que ajudei meu pai plantar...

O fenômeno turístico se revela de forma diferente a cada um de nós. É importante termos essa consciência enquanto turistas e enquanto estudiosos do fenômeno (essa frase é para os estudantes e profissionais do turismo). Foi isso o que busquei perceber na última semana.

Em breve outras informações sobre a história da família Panosso/Panozzo, seguindo com o tema Turismo de Raízes.

2 comentários:

carolina panozzo disse...

Adorei o Blog. Há tempos estava querendo saber mais da história dos Panozzo's. Pertenço à Panossada de Caxias do Sul, meu pai era Edgar Panozzo, irmão de Oscar Panozzo, filho de Angelo Panozzo. Éramos "grafados" com "ss" mas em 1992 corrigimos a grafia para efeitos da cidadania que adquirimos. Apenas um dos irmãos de meu pai permaneceu com a grafia antiga, Irineu Panosso. Muito legal, Parabéns. Carolina Panozzo

Alexandre e Tatiana disse...

Carolina,
belo o seu comentário. Muito obrigado.
Espero que possamos nos encontrar em breve, numa das festas da família, seja com zz, seja com ss.